Abundância de paixões
Pensando sobre o tema desta carta e revisando o conteúdo desta edição de Nexos, voltei a pegar o fio da meada de um diálogo interno que mantenho há anos em torno da pergunta: O que nos impulsiona dia após dia? A pergunta se deve à minha interminável fascinação com as pessoas e à minha mente inquieta.
Penso que somos movidos pelo aspecto passional. E como a expressão de uma paixão pode ser construtiva ou destrutiva, desenvolvemos a capacidade de raciocinar para equilibrar as manifestações das paixões.
Nesta Nexos apresentamos artigos que celebram e exploram temas que nos apaixonam. Começamos com o artigo de Guillermo de la Corte sobre Guanajuato (México), uma cidade cujos habitantes mantêm, com grande paixão, suas centenárias tradições.
Em seu artigo, Marjorie Ross explora a paixão milenar pelas orquídeas. Das flores passamos ao mariachi, a música diversa e rica original do México que deu a volta ao mundo e, hoje em dia, se apresenta até em lugares improváveis, como Croácia e China.
E que dizer do futebol? David Adams explica como os americanos se estão imbuindo desse esporte apaixonante, emprestando-lhe um estilo próprio. Finalmente, a obsessão do homem com a imortalidade é elabora no artigo Terracota Imperial onde Rosana Ubanell nos fala da exposição dos guerreiros de barro do primeiro imperador da China, Qin Shi Huan.
A paixão é o impulso de nossas vidas. Você concorda?

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