A aceitação
Por muitos anos acreditei que era necessário compreender para aceitar. Sentia-me distanciada das pessoas e ideias alheias até que um dia, quase sem pensar, percebi que a aceitação não requer, como condição, a compreensão.
Foi um momento de verdadeira liberação pessoal. Ainda existem muitas coisas em mim que não compreendo e outras que precisam ser melhoradas. Mas, graças a Deus, não é necessário compreender totalmente as razões das circunstâncias, das pessoas, e nem mesmo de mim mesma. O mais importante é saber que todos temos o direito de ser como somos.
O grande presidente mexicano, Don Benito Juárez disse muito sabiamente: “O respeito ao direito alheio é a paz”. E completo seu pensamento: “…e o começo do amor a si mesmo e ao próximo”.
Nesta edição de Nexos exploramos a diversidade no paradisíaco Brasil, na enigmática Índia e analisamos as muitas correntes que têm impulsionado o fenômeno da globalização.
As diferenças linguísticas, culturais, religiosas e sociais entre os seres humanos e nações são um fato. A globalização as vai nivelando a cada dia e não parará. É preciso aceitar essa realidade que nos pertence e a única questão é se o estamos fazendo de maneira correta ou não.
É justo e necessário aceitar os fatos e pessoas como são antes de se decidir se mudanças precisam ser feitas. E, se forem necessárias, a aceitação deles nos guiará num rumo de amor e paz ao longo de mudanças que gerarão o bem de todos e não somente um capricho próprio.
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Até a próxima!
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